EGBÉ promove oficina de crítica cinematográfica com Kênia Freitas

A EGBÉ – Mostra de Cinema Negro abriu inscrições para a Oficina de Crítica Cinematográfica, atividade formativa voltada a pessoas interessadas em desenvolver ferramentas de análise de filmes e experimentar a escrita crítica. A formação será realizada de 24 a 26 de março de 2026, das 14h às 17h, no Espaço Vem de Sergipe, em Aracaju (SE), e contará ainda com dois dias de exercícios assíncronos online.

Gratuita, a atividade será conduzida pela professora e pesquisadora Kênia Freitas e propõe uma introdução aos fundamentos da crítica a partir de reflexões sobre os Cinemas Negros. Durante os encontros, serão abordados aspectos como estrutura narrativa, linguagem cinematográfica, escolhas estéticas e temas recorrentes nas obras, incentivando os participantes a desenvolver interpretações próprias. Os exercícios partirão de filmes que integram a programação da EGBÉ 2026.

A proposta da formação é ampliar a capacidade de leitura do público sobre o audiovisual, discutindo como as imagens constroem sentidos e como diferentes contextos históricos, estéticos e políticos atravessam a experiência cinematográfica. Ao longo do processo, os participantes serão estimulados a elaborar textos críticos a partir das discussões realizadas nos encontros.

As críticas produzidas durante a oficina serão posteriormente publicadas no site da Mostra, ampliando a circulação das reflexões desenvolvidas na atividade. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 13 de março, por meio da plataforma da Universidade Federal de Sergipe (UFS), no SIGAA.

A oficina integra o programa formativo da EGBÉ – Mostra de Cinema Negro, contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Edital nº 08/2025 – Subsídios, com execução da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Sobre a ministrante

Kênia Freitas é professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e uma das pesquisadoras mais atuantes no campo dos Cinemas Negros no Brasil. Possui trajetória consolidada em crítica e curadoria: assinou a direção artística do CachoeiraDoc, foi programadora do Cinema do Dragão e realizou curadorias no Brasil e no exterior, como Cines Afro-Femininos: Reimaginando Mundos (Cinemateca de Bogotá) e a Mostra Afrofuturismo (CCSP). Desenvolve pesquisas sobre cinemas negros, crítica e afrofuturismo, e integra o Fórum Itinerante de Cinema Negro.

Foto: Luiz Alves