2019 | 10:07 | 16 ANOS | Performativo | São Luís-MA
A Felicidade do Corpo Gordo, é o terceiro produto da pesquisa que por sua vez vem protagonizando corpas marginais, corpas gordas, em sua maioria mulheres. Já sabemos que a pressão estética e principalmente a gordofobia, vem causando dores, problemas psicossociais, psicológicos e até morte de várias dessas corpas ao longo de milênios, fomentando assim o ódio da nossa própria existência como pessoas gordas.
Porem nessa discoperformance a gente vem mostrar o outro lado, que é a felicidade de ser gorde. Somos muito felizes em ser gorda, temos o prazer em amar esse corpo que é tão desprezado, e que tão nos faz sentir bem.
Com cenas do cotidiano, corpas gordas em cena, no dj set músicas com ritmos negros, falando e exaltando o amor ao corpo gordo, o fime em formato de discoperformance vem mostrar com muita alegria e ginga, como nossas corpas são bonites, potentes e felizes com todas as nossas imensas lingas, curvas e dobras.
Esse trabalho justifica-se pela potência política que os corpos dissidentes fomentam e pela representatividade necessária para esses indivíduos. É de suma importância mostrar que a pluralidade corpórea existe e resiste, dentro de uma sociedade que faz mau juízo desses corpos como ferramenta de controle e para garantir a dominação e pelo padrão normativo imposto, assim como compreender que os corpos dissidentes podem e devem estar em todos os lugares sendo respeitados e representados. Na contemporaneidade deram-se espaços para discussões de diversas expressões corpóreas cujas expressividades carecem de uma atenção e, portanto, tem-se a necessidade de serem discutidas e pesquisadas, principalmente pelo cunho sócio-político que carrega em sua representação, sendo de extrema importância pensar sobre as reflexões políticas que os corpos dissidentes fomentam cujos signos emitem em cena bem como as imagens que emergem desses/nesses corpos.
DIRIGIDO POR
Nanny Ribeiro e Profana ao Mel


